Sintomas de Diabetes: quando é importante desconfiar da doença e começar o tratamento

Você sabia que a diabetes também interfere na sua saúde sexual? Por isso, é importante observar os sintomas de diabetes e iniciar o tratamento.

Sim, essa doença que é causada pela falta ou má absorção de insulina, hormônio responsável pelo desempenho da glicose como energia para o nosso corpo, também provoca perda desempenho sexual.

Os sintomas de diabetes podem ser variados, entre eles observamos: 

  • Urina em excesso, também chamado de poliúria;
  • Muita sede (polidpsia);
  • Impotência sexual;
  • Alterações visuais;
  • Aumento de apetite;
  • Infecções causadas por fungos nas unhas e pele;
  • Distúrbios renais e cardíacos;
  • Neuropatias diabéticas causadas pelas terminações nervosas 
  • Feridas que demoram a cicatrizar, especialmente nos membros inferiores.

Os fatores de risco são:

  • Obesidade;
  • Hereditariedade (propensão a ter a doença);
  • Sedentarismo (falta de atividade física);
  • Hipertensão;
  • Níveis altos de triglicérides e colesterol;
  • Medicações à base de cortisona;
  • Idade (acima dos 40 anos para diabetes tipo 2);
  • Estresse.

Resumidamente, a diabetes mellitus é uma doença provocada pela metabolização mal feita da glicose e ocasionada pela falta ou má absorção da insulina.

O que é e como identificar os sintomas da diabetes?

Primeiramente, é preciso dizer que a insulina é um hormônio produzido pelo pâncreas.

Esse órgão tem como função quebrar as moléculas de glicose para que elas sejam transformadas em energia corporal.

Assim, a ausência da insulina implica não apenas na queima do açúcar como também na sua transformação em outras substâncias (gordura, proteínas, músculos).

Portanto, a diabetes não é apenas uma condição, mas sim um conjunto de falhas do organismo.

Ela possui uma característica em comum que é o aumento do índice de glicose no sangue.

Essa doença pode ser dividida em dois tipos distintos:

Na diabetes tipo 1

O pâncreas produz pouca ou nada de insulina.

Então, quando a doença se instala acontece mais na fase infantil e juvenil e o indivíduo se torna insulinodependente.

Ou seja, requer aplicações de injeções diárias de insulina.

O tipo 1 da diabetes pode ser denominado de insulinodependente porque demanda o uso da insulina por meio injetável para fazer com que o organismo seja suprido do hormônio que não foi produzido pelo pâncreas.

Caso o paciente não faça o uso devido da insulina, pode ser que aconteça a cetoacidose diabética, um distúrbio metabólico que pode colocar a vida em risco. 

Na diabetes tipo 2

Nesse tipo, as células são imunes a atuação da insulina no organismo.

Portanto, a pessoa doente pode não ser insulinodependente, geralmente ocorre com pessoas com mais de 40 anos de idade.

A diabetes tipo 2 não depende da aplicação de insulina e pode ser nivelada por meio de medicamentos tomados por via oral. 

Diabetes Gestacional

Já a diabetes gestacional acontece nas mulheres grávidas durante a gestação e, na maioria dos casos, é acarretada pelo ganho excessivo de peso da mãe.

Outros tipos

Os outros tipos de diabetes, normalmente são associadas a outras doenças como as pancreatites alcoólicas, uso de algumas medicações, entre outras razões.

Como a diabetes pode ser tratada? 

Quando falamos de diabetes, não podemos deixar de relacionar a outras doenças glandulares e distúrbios metabólicos, como:

  • Obesidade;
  • Excesso de cortisona;
  • Hormônio do crescimento;
  • Elevada produção de adrenalina pelas adrenais.

Consequentemente, a doença quando não tratada, pode levar ao coma hiperosmolar, uma condição grave com sérios riscos. 

Portanto, uma dieta equilibrada é essencial para o controle da doença.

O acompanhamento de um nutricionista e psicólogo ou psiquiatra podem auxiliar e muito na redução de peso e consequentemente surgir a possibilidade de utilização de quantidades menores de remédios. 

Assim como atividades físicas são fundamentais para diminuir o nível de glicose nos dois tipos da doença.

Recomendações aos diabéticos

De fato, o tratamento da diabetes demanda um acompanhamento com profissionais da saúde.

Portanto, o paciente precisa seguir as orientações desses profissionais para que consiga viver com qualidade. 

Contudo, a alimentação deve ser observada com muito critério e cuidado.

Primeiramente, busque auxílio para a elaboração de um cardápio que seja mais adequado para o seu caso.

Claro que não há a necessidade de ser tão radical e se privar para o resto da vida dos alimentos que você gosta.

Uma vez ou outra é permitido comê-los com moderação. 

Assim, uma série de exercícios regulares o ajudará a controlar a quantidade de açúcar no sangue.

Então, você precisa fazer com que eles sejam prioridade na rotina da sua vida. 

Abandone hábitos ruins como o tabagismo. Tal hábito provoca o estreitamento das veias e artérias.

Como a doença faz com que a circulação nos pequenos vasos (rins e retina) e grandes vasos (cérebro e coração) fique comprometida, fumar pode acelerar todo esse processo e o surgimento de disfunções.

A pressão arterial e os níveis de triglicérides e colesterol devem ser avaliados periodicamente. 

Remédios à base de cortisona aumentam a quantidade de glicose na corrente sanguínea.

Por isso, é importante não se automedicar.

O diagnóstico prévio da diabetes é fundamental. Então fique atento aos sintomas de diabetes.

Se estiver indo muito ao banheiro para urinar, sentindo bastante sede e fome, procure um médico com urgência. 

Como é feito o diagnóstico depois de identificar os sintomas de diabetes? 

Primeiramente, o diagnóstico de diabetes é realizado utilizando valores de glicemia de jejum que é maior ou igual a 126 mg/dl, podendo ocorrer em dois casos.

Após a ingestão de uma quantidade específica de glicose, quando é colhida a glicemia 2 horas após com o valor maior ou igual a 200 mg/dl). 

Se por acaso o paciente não estiver de diabetes e a glicemia for colhida em qualquer momento e apresentar um valor maior ou igual a 200 mg/gl, acompanhado dos sintomas de diabetes, também pode ser declarado o diagnóstico de diabetes. 

O desenvolvimento da diabetes acontece ao longo de anos.

Então, os indivíduos com valores de glicemia de jejum entre 100 e 125 mg/dl e/ou entre 140 e 199 mg/dl são diagnosticados como portadores de pré-diabetes. 

Esses valores não são normais para uma pessoa saudável.

Porém não são tão altos para que o paciente seja classificado como diabético. 

Pré-diabetes

Então, quem possui pré-diabetes não demonstra os clássicos sintomas de diabetes: aumento da sede, do volume da urina e perda de peso sem explicações.

Contudo, já possui chances maiores de desenvolver problemas graves de saúde como acidente vascular cerebral e infarto do miocárdio

No vídeo abaixo o Dr. Drauzio Varella explica o porquê da pré-diabetes ser um sinal de alerta:

Porém, a diabetes do tipo 2 é manifestada apenas em pessoas que são geneticamente mais suscetíveis.

Dessa maneira ter familiares com diabetes já é considerado um fator de risco para que a doença seja desenvolvida. 

Os casos de diabetes tipo 2 vem aumentando ao longo dos anos em função do sedentarismo e a piora de hábitos alimentares.

Consequentemente, essa é uma característica marcante da vida urbana dos tempos atuais, acarretando excessos de peso e obesidade

A alimentação deve ser controlada, necessitando reduzir a ingestão de:

  • Alimentos muito calóricos, como carnes gordas e embutidos;
  • Aumentar o consumo de fibras, com o aumento de grãos integrais;
  • Consumir mais frutas, leguminosas e hortaliças;
  • Limitar a ingestão de bebidas e comidas com muito açúcar. 

Disfunção erétil é um dos Sintomas de Diabetes

Segundo pesquisas internacionais, mais de 50% dos homens relatam que sofreram algum caso de disfunção erétil ou ejaculação precoce quando perceberam os primeiros sintomas de diabetes.

Sendo posteriormente diagnosticados, de fato, com a doença diabetes.

Porém a disfunção erétil pode ser controlada na maioria dos casos dos homens portadores da doença. 

Assim como o problema de ejaculação precoce é um distúrbio sexual comum em homens com diabetes.

Homens com diabetes que sofrem com essa questão e possui alguma preocupação com a sua fertilidade, precisam buscar orientação com um médico especialista bem capacitado. 

A doença da diabetes sem controle pode causar danos às paredes dos vasos sanguíneos que impactam na circulação e o fluxo de sangue para o pênis.

Além do mais, os nervos também podem ser danificados.

Em algumas situações, a disfunção erétil pode ser um efeito colateral de medicações utilizadas no tratamento. 

Existe tratamento para isso?

Existem variados tratamentos para a disfunção erétil, entre as opções existem medicamentos orais, que elevam o fluxo sanguíneo para o pênis. 

Eles podem ser consumidos de maneira segura na maioria dos casos de homens com diabetes.

Mas não são recomendados para homens com algumas condições cardíacas mais específicas.

Ainda existem possibilidades, como:

  • Injeções;
  • Reposição hormonal;
  • Equipamentos mecânicos;
  • Implantes e cirurgias;
  • Métodos de tratamento já consolidadas no meio médico e com ótimos resultados.

Porém, em uma situação de diabetes é imprescindível ter acompanhamento e orientação médica para uso seguro desses medicamentos. 

Davi Ribeiro

Davi Ribeiro começou a trilhar um longo caminho de autoconhecimento, buscando informações no Brasil e também no exterior, para entender melhor o seu problema. Com o passar do tempo, ele acabou adquirindo muito conhecimento e, assim, se tornou um especialista na área de sexualidade masculina.

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