Sexo na Gravidez parte III: 10 Perguntas comuns sobre Sexo no Resguardo

Sexo na Gravidez parte III: 10 Perguntas comuns sobre Sexo no Resguardo
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Nos artigos anteriores falamos sobre sexo na gravidez, seus benefícios e melhores posições sexuais. Mas o assunto de hoje é sobre sexo no resguardo, um tema que também gera muitas dúvidas.

Resguardo é o período indicado pelos médicos para que o útero se restabeleça após o nascimento do bebê, independente de ter sido cesárea ou parto normal. Esse período pode levar em média 40 dias e pode variar de mulher para mulher. Ele também é chamado de puerpério, e, popularmente, de ‘quarentena’.

Alguns são adeptos de não “quebrar” o resguardo com sexo, outros resolvem continuar as relações sexuais nesse período de quarentena.

Mas será que o sexo no resguardo é mesmo uma quebra do puerpério? Será que faz mal? Se puder praticar, como fazê-lo? Continue a leitura pois nesse conteúdo iremos responder essas e outras perguntas sobre sexo depois do parto.

E se ainda não leu as partes I e II dessa sequência de artigos, confira nos links abaixo:

Sexo na Gravidez: 10 Perguntas comuns e 13 Benefícios da prática

Sexo na gravidez parte II: 20 melhores posições sexuais para gestantes

Como vai ser o sexo depois do parto?

Para começar, o parto é um momento muito forte e doloroso experimentado pelas mulheres. Há uma confusão hormonal, uma transformação corporal e uma sensação de esgotamento e cansaço gerados pela dor, pelas lesões e por toda a movimentação para dar à luz. Depois disso vêm os cuidados com o bebê recém nascido, o aleitamento, as visitas constantes, a falta de sono e a luta da mulher para manter a mente e a casa em ordem. Então o que ela precisa nessa hora? De compreensão, amor, parceria nas tarefas domésticas e no cuidado do bebê. E, principalmente: descanso! Por isso, antes de pensar na relação sexual, focalize a recuperação da sua parceira nas primeiras semanas após o parto.

Portanto, durante as primeiras 2-4 semanas após o parto (ou até a mulher se sentir confortável), não é recomendado ter relações sexuais. Isso porque, além do esgotamento feminino, a região íntima precisa se recuperar das lesões e retornar ao seu estado normal. Então, caso haja relação sexual, além de dor e do risco de infecções, pode acontecer uma hemorragia uterina ou um rompimento de pontos (em caso de cesariana ou de episiotomia no parto normal, um corte no períneo).

Mas a boa notícia é que esse tempo de espera não precisa durar toda a quarentena, segundo os ginecologistas. Então, passado esse tempo inicial de recuperação, o contato íntimo regular pode ser retomado. Mas não deixem de comunicar ao médico e pedir orientações. Os profissionais da área sempre indicam cautela para evitar qualquer complicação. Então não vão com muita sede ao pote, hein?

A importância do diálogo e da compreensão

Se o parto foi tranquilo e sua parceira tem se recuperado bem, não há razão para temer. Mas, é claro, a relação deve ter um ritmo mais desacelerado e você deve sempre perguntar sobre o que ela está sentindo para tornar o sexo no resguardo o mais confortável possível. O ideal é conversar antes sobre isso com a sua parceira, manter o diálogo aberto e entrar em acordo. Nunca a pressione sobre isso porque os efeitos para o emocional dela podem ser desastrosos. É melhor usar a criatividade e investir mais no sexo oral e na masturbação do que exigir uma penetração numa fase tão delicada.

A pressão para o sexo no resguardo por parte do homem não ajuda em nada a recuperação feminina e pode gerar discussões. Por isso, converse com o obstetra sobre a importância de guardar os dias de pós-parto e aguarde com paciência o tempo da sua parceira, sempre conversando com ela e ajudando em tudo o que for preciso.

Então lembre-se de que esse pode ser um período estressante e de grandes inseguranças, pois a mulher terá de se adaptar ao seu novo corpo. Os músculos vaginais da mulher podem encontrar-se mais fracos e a mucosa mais seca. Além disso, o recém-nascido exige muito tempo e atenção, o que deixa os pais exaustos, podendo contribuir para uma diminuição do desejo sexual nos primeiros dias.

Mas enquanto os dias passam, o desejo sexual retorna mas alguns problemas surgem. Então vamos às perguntas mais comuns sobre como fazer sexo no resguardo:

Dúvidas Comuns sobre Sexo no Resguardo

Retomar a vida sexual depois que o bebê nasce não é uma tarefa simples. Então saiba como lidar com isso e não deixar a relação esfriar:

1. Quando a mulher pode voltar a fazer sexo depois do parto?

Depende. A orientação geral é de 40 dias, mas há profissionais que permitem a partir de 2 a 4 semanas dependendo da recuperação da mulher. Esse tempo é importante para que o corpo da mulher volte à forma original, evitando dores e desconfortos. Independentemente do tipo do parto, todos os órgãos do organismo, de alguma maneira, foram envolvidos no processo de gestação e parto e agora precisam voltar ao funcionamento anterior.

A relação sexual após o parto normal ou cesárea só deve ocorrer quando a mulher sentir-se preparada, segura e com desejo para acontecer. Então o homem precisa ter paciência, ser companheiro e se ocupar com os afazeres do bebê também, que são muitos. Se você for um verdadeiro companheiro nessa fase, será recompensado por uma relação fortalecida e feliz sexualmente quando a hora chegar. Mas nada impede a troca de carícias, o sexo oral e a masturbação sem penetração. Isso vai aumentar a libido da sua parceira e pode ser, inclusive, uma experiência muito excitante e irá induzi-los a apreciar mais as preliminares.

2. O parto normal muda a parte interna da vagina? Ela volta ao que era antes?

Sim, ela muda. Mas para voltar ao normal a mulher pode investir em exercícios específicos de fortalecimento da musculatura vaginal. O ginecologista pode prescrever alguns deles.

3. Sexo no Resguardo após Episiotomia dói?

A episiotomia é um corte no períneo que é feito em alguns partos normais. E, sim, pode ser mais doloroso uma penetração antes do tempo da cicatrização.

4. Em caso de cesárea, é preciso esperar ela cicatrizar para voltar a fazer sexo?

Sim. E esse tempo gira em torno de 30 a 40 dias. A restrição é necessária porque existe o risco de haver infecção ou rompimento de pontos.

5. O sexo no resguardo pode ser menos prazeroso?

Fisiologicamente, o sexo no pós-parto não é menos prazeroso. Há relatos de casais que consideram até melhor! Algumas mulheres relatam ter experimentado pela primeira vez a sensação de orgasmos múltiplos nessa fase de puerpério após um parto normal, pois passaram a ter mais percepção sobre o próprio corpo. Porém a libido do casal pode diminuir devidos às novas preocupações. Por isso, o hábito de conversar a respeito da vida a dois pode tornar tudo mais simples e manter o carinho e afeto da relação.

6. É normal a lubrificação feminina diminuir?

Sim, a umidade vaginal está mais baixa nesse período pois, além da falta de libido, hormônios como a ocitocina e a prolactina aumentam a concentração e isso gera um desequilíbrio hormonal, deixando as partes íntimas menos lubrificadas. Mas isso pode ser resolvido com o auxílio de um lubrificante à base de água.

7. Existem tratamentos para contornar a situação?

Até que os hormônios femininos voltem a se equilibrar, o casal pode lançar mão de produtos lubrificantes, exercícios físicos e de relaxamento, alimentos e suplementos para aumentar a libido.

8. E quando o homem perde o interesse por sexo?

Não é só a mulher que enfrenta desafios no pós-parto. Com a chegada do pequeno, o homem assume um novo papel, o de pai. E, para muitos, maternidade e sexualidade não combinam e eles começam a enxergar as parceiras como mães e não como mulheres. Falamos sobre isso no primeiro artigo sobre sexo na gravidez, momento em que alguns homens também parecem associar a uma imagem de “pureza”.

Então, a dica novamente é olhar sua parceira com os olhos de um homem e enxergá-la como uma mulher completa, com inteligência, sentimentos e desejo sexual, sim! Apesar de segurar uma vida que ela gerou de forma tão bonita, ela ainda está ali como mulher, antes de ser mãe, com todas as suas vontades e libido.

E ainda existem casos em que o desejo do homem diminui pois o bebê passa a ser o centro das atenções para ele, para a parceira ou para ambos. Então, invistam no diálogo e mantenham o equilíbrio nessa nova fase.

9. Existem posições mais indicadas para essa fase?

Não. As mais confortáveis para cada casal são as ideias.

10. Tudo bem fazer e receber sexo oral?

Sim. Não há contraindicações para o sexo oral. Evitem, porém, o sexo anal.

Como Fazer Sexo no Resguardo?

Depois do nascimento do bebê, toda a dinâmica da casa muda e é mais difícil conciliar a atividade sexual. Alguns casais se perguntam: Como fazer sexo quando as visitas não param de chegar? O que fazer quando o bebê chora no meio do sexo? É sobre como administrar essas mudanças que nós vamos falar agora.

Situações incômodas e imprevistos

As visitas durante o puerpério podem ser um problema quando o casal está buscando um tempo livre entre os choros do bebê para manterem relações sexuais. Existem relatos de casais que se trancaram no banheiro para transar enquanto os parentes admiravam o bebê! Mas vocês não precisam chegar a tanto, podem estabelecer horários de visitas entre os familiares e contar com o apoio de pessoas mais íntimas para defenderem vocês no meio dos demais. No geral, a família tende a cooperar, principalmente outros casais!

sexo no resguardo

Existem outras situações incômodas no sexo para alguns casais, como o leite jorrar durante o sexo ou o pequeno começar a chorar. O que fazer em casos como esses?

Bom, é comum o jato espontâneo de leite materno mesmo fora da amamentação. A reação a esse e a muitos outros imprevistos vai depender do relacionamento que foi construído entre vocês. Há quem veja o leite jorrar durante o sexo com naturalidade e quem ache nojento. Mas uma dose de bom humor e cumplicidade é essencial.

E sobre o choro da criança, o ideal é evitá-lo começando as relações quando o bebê estiver dormindo. Se ele costuma acordar fácil, combinem horários em que ele possa ficar com um familiar ou uma babá para que vocês não abram mão desse tempo à sós. Mas caso isso não seja possível e o bebê chorar na hora H, resolvam o problema dele e brinquem sobre o fato de ‘voltar de onde pararam’. Não se apeguem muito à situação, lidem com leveza e procurem tornar algo engraçado ou ‘furtivo’ para não perder o desejo. Você pode dizer para ela que está ‘esperando a sua vez de ganhar carinho’, por exemplo. Bom humor, sempre!

Orientações finais

Conversem com um médico sobre anticoncepcionais apropriados. Eles são mais fracos por serem próprios para a fase de amamentação da mulher, mas ajudam e muito a prevenir uma gravidez no resguardo. E, para finalizar fizemos um pequeno resumo para facilitar o sexo no resguardo e torná-lo uma experiência satisfatória para ambos:

  1. Lembrem-se de que vocês são marido e mulher (namorado e namorada), não ‘pai’ e ‘mãe’!
  2. Compartilhem todos os cuidados com o bebê. O filho é dos dois!
  3. Ampliem o diálogo e entrem em acordo sobre o momento de iniciar o sexo e como fazer da forma mais confortável. Escute-a!
  4. Contem com ajuda externa, porque uma rede de apoio é importante. E também busquem compreensão dos familiares sobre limite de horários!
  5. Construam momentos de intimidade a dois. Passem mais tempo juntos. Falem de sexo!
  6. Ampliem a exploração da sensualidade e do erotismo. Façam massagens um no outro, troquem beijos, abraços e carícias. Mantenham a chama acesa!

E então? O que achou do conteúdo? Não esqueça de deixar o seu comentário e compartilhar nas redes sociais!

 

Até mais aqui no Homem de Saúde.

 

Abraço.

Equipe Homem de Saúde

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