Anatomia peniana: Conheça mais sobre seu corpo e melhore a vida sexual

Depois dos tempos da escola você já parou para estudar, dessa vez com atenção, a anatomia peniana? Porque no colégio esse assunto acaba sendo atrapalhado por um grande tabu social e um turbilhão de outras curiosidades da mente juvenil. Mas agora, já na fase adulta, esse assunto é coisa séria, não é mais motivo de risadas e piadinhas.

Isso porque conhecer sobre o próprio corpo pode ajudar na melhora da saúde sexual masculina à medida que orienta o homem no reconhecimento do próprio prazer e do funcionamento da ereção e ejaculação.

Conhecer as partes mais sensíveis do pênis pode auxiliar na manutenção e fortalecimento da ereção, por exemplo. Enquanto compreender o mecanismo ejaculatório pode ajudar no controle da ejaculação. E esses dois fatores são muito importantes para garantir a qualidade da relação sexual.

Além disso, o conhecimento sobre a anatomia peniana e suas anormalidades pode auxiliar na sua saúde sexual e emocional, evitando e tratando disfunções sexuais masculinas.

Por isso, continue a leitura pois no artigo de hoje aqui do Homem De Saúde iremos tratar sobre a anatomia peniana e como você pode utilizar essas informações para melhorar a sua saúde sexual.

Anatomia Sexual Masculina

A anatomia sexual masculina pode ser dividida em parte externa e parte interna. Na parte externa encontra-se o pênis e a bolsa escrotal, onde localizam-se os testículos e o epidídimo. E a parte interna é formada pela vesícula seminal, a próstata, as glândulas bulbouretrais, os ductos deferentes e ejaculatórios e a uretra. Vamos falar mais detidamente sobre a anatomia peniana a partir de agora:

Anatomia peniana

O pênis é um órgão de formato cilíndrico com função de copulação e excreção, pois participa da relação sexual e também da liberação de urina pela uretra.

Externamente a anatomia peniana pode ser dividida em três partes: glande, corpo e raiz.

A glande é envolvida por uma prega de pele chamada prepúcio. Essa pele é retrátil, permitindo a exposição da extremidade do órgão quando ereto. O corpo do pênis constitui toda a extensão fálica do órgão e a raiz constitui-se na base do pênis e seu prolongamento no interior do corpo.

A parte interna do pênis é formada por três cilindros. Dois deles são pares (direito e esquerdo) e se situam um ao lado do outro na parte ventral do pênis. Ou seja, a parte mais superior, que se aproxima do abdômen quando ereto.

anatomia peniana

E o terceiro localiza-se por baixo dos dois anteriores, envolve a uretra e forma uma deformação cônica descentralizada ao final da sua extensão, denominada glande.

Os dois cilindros superiores recebem o nome de corpos cavernosos do pênis e o inferior, de corpo esponjoso do pênis.

Anormalidades na anatomia peniana

Por dentro do prepúcio, a pele que envolve a glande, existem glândulas sebáceas que produzem uma secreção chamada esmegma. Nos casos em que o prepúcio é muito estreito, não permitindo a exteriorização da glande, pode ocorrer o acúmulo de esmegma. Isso provoca irritação, dor e inflamações, que, por sua vez, podem ser a causa de câncer local.

Essa condição anormal é chamada fimose e pode ser revertida com procedimento cirúrgico.

Fisiologia da ereção

Para desempenhar suas funções sexuais, as três estruturas internas da anatomia peniana possuem um aspecto esponjoso devido a existência de inúmeras e finas trabéculas (como travas ou teias de aranha) que se entrecruzam desordenadamente. Entre essas trabéculas permanecem espaços que permitem preenchimento de sangue, tornando o pênis um órgão erétil.

Os corpos cavernosos são proporcionalmente mais preenchidos de sangue pela chamada veia dorsal profunda do pênis. Isso porque o corpo esponjoso acolhe a uretra, e, portanto, não pode exercer muita pressão sobre ela a ponto de obstruí-la.

anatomia peniana

A ereção é uma reação do corpo em resposta à estimulação física, hormonal ou à excitação sexual. Esses tipos de estímulos fazem com que os nervos cerebrais, o sistema endócrino (que produz hormônios) e o sistema cardiorrespiratório trabalhem juntos a fim de aumentar a quantidade de sangue nos corpos cavernosos do pênis.

O sangue concentra-se dentro de duas câmaras e, ao encherem-se de sangue, elas expandem-se, propiciando rigidez ao pênis, que também se alonga e aumenta seu diâmetro. Dessa forma, o pênis (que tem em média 9 centímetros de comprimento quando flácido) aumenta suas dimensões quando ereto, podendo até dobrar de tamanho.

Uma ereção normal e saudável acontece seguindo cinco fases. A primeira fase é de preenchimento inicial com estimulação física ou excitação sexual. Depois prossegue-se uma ereção parcial com aumento do fluxo sanguíneo. A terceira fase consiste numa ereção completa à medida que preencheu toda a extensão do pênis, promovendo a expansão dele.

A quarta fase é o auge da ereção, o momento em que a máxima rigidez é atingida. A quinta e última fase diz respeito ao retorno do pênis ao estado de flacidez, a fase de remissão.

Anormalidades na ereção

A disfunção erétil consiste na dificuldade de conseguir ou manter uma ereção mesmo com estímulos sexuais suficientes. Ela pode ter fatores físicos como hipertensão, diabetes ou consumo de drogas e medicamentos antidepressivos ou fatores psicológicos, os mais comuns. Dentre eles estão estresse, ansiedade, insegurança, depressão e conflitos com a parceira, por exemplo.

Outra anormalidade relativa a ereção é o priapismo. O priapismo é uma condição séria em que a ereção persiste além do estímulo sexual ou até na ausência dele. É quase sempre doloroso e resulta do fato de o sangue ficar retido nos corpos cavernosos, sem fluxo arterial.

A ereção que persiste por mais de quatro horas é uma emergência médica. Se o priapismo não for tratado, pode levar a cicatrizes no corpo do pênis e disfunção erétil permanente.

Partes mais sensíveis do pênis

A parte mais sensível do pênis é a glande pois possui grande vascularização e fica exposta durante a ereção. A glande ainda possui uma dobra em sua base denominada coroa da glande, onde se encontra frênulo, uma fina camada de pele entre a glande e o corpo do pênis. Essa região é especialmente sensível para o homem, podendo gerar muito prazer quando estimulada. No entanto, essa estimulação não induz a uma ejaculação rápida por ser uma sensação mais ‘sutil’.

Por isso, para aumentar o prazer e fortalecer a ereção sem apressar o momento ejaculatório, evite movimentos rápidos no corpo do pênis em direção à glande, o movimento mais comum da masturbação. Procure, então, acariciar o frênulo ou pedir que sua parceira o faça com a orientação a seguir:

Com os dedos indicador e polegar, forme um anel e gire ao redor do frênulo até o fim da glande. Também pode ser feito o mesmo movimento com os dedos indicador e médio em formato de saca-rolhas.

Dessa forma você estará experimentando outras formas de prazer e treinando seu organismo a adiar a ejaculação, o que prolonga a duração do sexo com a sua parceira.

Além disso, você também pode executar exercícios no pênis a fim de melhorar a sua ereção. Para isso, procure massageá-lo da base até a glande com os dedos indicador e polegar em forma de anel. A pressão deve ser apenas suficiente para sentir um movimento interno, sem muita força. Repita o procedimento 20 vezes de 2 a 3 vezes por semana.

Porém, atenção: a ereção deve ser leve para não causar lesões. E antes de executar é importante deixar o pênis aquecido com um banho quente ou uma toalha úmida.

Esse exercício é capaz de aumentar a vascularização do pênis, o que irá distribuir melhor o fluxo sanguíneo, fortalecendo as ereções. Ele consiste no passo inicial dos exercícios de jelq, uma técnica para aumento peniano.

Fisiologia da ejaculação

Durante a ereção o pênis se torna mais rígido e sensível ao toque. E enquanto ocorre a estimulação sexual inicia-se o processo ejaculatório. Sob o ponto de vista neurológico, a ejaculação é um reflexo que ocorre em duas fases: emissão e ejaculação propriamente dita.

Na fase de emissão, ocorre a contração dos canais deferentes e o líquido seminal das glândulas bulbouretrais, das vesículas seminais e da próstata vai sendo lançado na uretra prostática, ocasionando a sensação de inevitabilidade ejaculatória, o chamado ponto de retorno.

Para evitar a ejaculação propriamente dita e prolongar o sexo, o homem deve reconhecer essa sensação e adiar a ejaculação de forma autônoma. Isso é possível através de técnicas específicas como o fortalecimento da musculatura pélvica, por exemplo.

No ápice da glande encontramos um orifício, que é o óstio externo da uretra. Na fase da ejaculação propriamente dita, ocorrem contrações rítmicas da uretra e dos músculos da base do pênis. Assim, o sêmen é expulso da uretra prostática e se exterioriza por esse orifício. Finalmente, o pênis sofre remissão, retornando a um estado flácido.

Anormalidades na ejaculação

É importante diferenciar o orgasmo da ejaculação. O orgasmo consiste num processo mental e sensorial, o auge do prazer masculino. Ele geralmente coincide com a ejaculação, um mecanismo físico, mas são processos distintos.

É também necessário destacar que também existem anormalidades relativas ao processo do orgasmo e da ejaculação.

Assim, é possível que ocorra o orgasmo mas não a ejaculação, o chamado orgasmo seco. Mas isso só é preocupante caso seja recorrente e não haja liberação da ejaculação em nenhuma relação, caso de anejaculação.

A anorgasmia, por outro lado, acontece quando o homem não consegue atingir orgasmos, tendo ou não a ejaculação. Isso é um distúrbio extremamente prejudicial ao prazer masculino.

Além disso, uma outra anormalidade consiste na ejaculação retrógrada que ocorre pelo retorno do esperma pela uretra em direção à bexiga. Isso causa frustração masculina pela ausência de jato ejaculatório.

Existe também casos de ejaculação retardada, em que o homem tem dificuldades em ejacular, mesmo que queira. E, portanto, demora muito a ter a ejaculação. Nos casos de ejaculação precoce (ou ejaculação rápida), ocorre o oposto disso. Ou seja, o homem ejacula mais cedo que o desejável por ele e pela parceira. Ambas situações são prejudiciais para a satisfação sexual do casal e podem ser revertidas através do controle da ejaculação.

A anatomia peniana e a saúde sexual masculina

Como vimos, entender a anatomia peniana e a própria anatomia sexual masculina como um todo é importante para entender os processos que ocorrem durante o sexo, como melhorá-los e como evitar disfunções sexuais.

Esperamos que esse artigo seja útil para incentivá-lo a buscar um sexo com maior qualidade. Afinal, a saúde sexual é tão importante quanto qualquer outro aspecto da vida. E ter uma vida plena e satisfeita nessa área influencia positivamente em todas as outras.

Veja nosso vídeo para entender porque o tamanho do pênis preocupa tantos homens:

Se gostou deste artigo, não esqueça de deixar seu comentário e compartilhar nas redes sociais.

Um abraço da equipe Homem de Saúde!

Equipe Homem de Saúde

O Blog Homem de Saúde não é apenas uma das principais fontes para conseguir informação sobre saúde masculina, como também possui uma proposta consistente de oferecer o material adequado para homens que buscam Qualidade de Vida.

Website: https://www.homemdesaude.com.br/sobre-nos/